Nó Cego e Bengala de Cego

quinta-feira, 31 de março de 2016

COMO SE LOGAR NOS COMENTARIOS


IMPEACHMENT PARAGUAIO





E nós aqui, como em outros tempos, tempos de 1964.
Querendo tirar o governo comunista de nossas vidas,
E nada vem nos alentar sobre se haverá ou não um Impeachment,
Só ouvimos, troca de cargo, negociações entre os políticos
Dinheiro nosso , que vai e vem das mãos de uns e outros
Será que merecemos isto???? Acho que sim, pois votaram neles para nos governar
E agora, o que faremos? Aceitar de boa o que vier? Sair as ruas reclamar?
Tudo isto já foi feito, o governo atual sabe que a maioria quer sua saída
Mas continuam a querer se perpetuar no poder
Quem esta nos governando hoje? Aposto que é o Lula, mas o que podemos fazer
O povo não tem mais a força que sempre teve, os Militares não querem saber de nada
Estamos jogados  ao caos geral, sem empregos, sem hospitais, sem segurança, sem nada...
Eu, não acredito nesta história de golpe, pois o impeachment é legal e está na constituição
Também não acredito com a saída de Dilma, Temer  vá mudar alguma coisa.
Tenho para mim, que todas as instituições estão comprometidas e corruptas
Não sabemos nem a quem pedir socorro, triste fim deste Brasil.
Vamos orar que talvez uma luz venha para os mais destemidos e fortes
E que eles encontrem a solução para nosso querido Brasil.


sábado, 18 de julho de 2015

MIGALHAS




A gente tenta, insiste, faz de tudo e mais um pouco para que gostem de nós. Coração é desse jeito… É terra de ninguém. Mais dia, menos dia, alguém que está de passeio resolve ficar. Dorme uma noite, passa um fim de semana, um mês inteiro, e quando vê, já se mudou. É assim que o amor começa. E quando a gente assusta já está no meio, quem sabe, no fim.
Às vezes não chegamos nem na metade do caminho. Porque essa não era uma prioridade, porque não estávamos seguros do compromisso, porque a nossa solidão era melhor do que a companhia do outro. Talvez não fomos tão insistentes. Talvez tenhamos insistido demais, até ter a certeza de que não era para ser. Acontece que ninguém é obrigado a amar, e nem é justo amar por dois. Se não for amor, que seja paixão, desejo, amizade ou apenas vontade. Quando não existe uma troca, não existe nada.
Podem chamar de egoísmo. Eu chamo de amor próprio. Ou a gente se ama primeiro, ou nada feito. Aquele que não se valoriza e que não engrandece a própria presença jamais será enobrecido aos olhos dos outros.
Não existe um amor por obrigação que seja prazeroso e gratificante. Justamente porque o amor não combina com imposição. Ou os dois se amam e querem estar juntos, ou que fiquem cada um no seu canto, mas com a certeza consoladora de estarem obedecendo as próprias vontades.
Tem algo que é impossível: mandar em outros corações, ditar ordens e querer que sejam cumpridas de acordo com as próprias regras. No amor não se manda. Também não se implora por ele. O amor simplesmente acontece. E quando ele começa a ser pedido, cobrado, mendigado, o mais honesto a fazer é deixar partir. Seguiremos então os nossos caminhos junto daqueles que nos queiram, reconfortados pela sinceridade conosco e com o outro. A verdade é que não existe prazer em ser amado como um dever. Antes a solidão fiel do que a companhia submetida.
Sou a favor do compromisso com nós mesmos. Vivo sob as leis da reciprocidade. É por isso que não admito me doar inteira e receber apenas um pedaço. Entrego tudo e quero o seu tudo também. Com a mesma proporção e intensidade. Também não admito ser metade de ninguém que esteja completo. Porque não é justo. Porque ninguém merece pouca importância, pouco valor e pouco caso.
Migalhas não enchem a barriga e tampouco o coração.

___
Escrito por Karen Curi – Via Revista Bula

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Corvo (tradução de Machado de Assis)





Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.

E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto, e: "Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós, — ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro coa alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma cousa que sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso,
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".

No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda a sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais!"

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais".

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais".

Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o corvo disse: "Nunca mais".

“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais".

“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais,
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!”
E o corvo disse: "Nunca mais."

“Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fique no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais".

E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O ANO DE 2015






O ano de 2014,foi o ano de grandes incertezas,
De eleições, de descobertas de corrupção
De saber que podemos virar um país comunista
De pensar de que lado você esta
Se acredita ou não em nosso atual governo
Se os aposentados terão um reajuste descente
Se os hospitais irão poder atender a população
Se as escolas poderão ensinar dignamente seus alunos
Se vamos continuar refém dos bandidos
Não sei  se todos pensam sobre este assunto
Mas eu tenho pensado muito sobre isto
Tenho medo do que possa vir a acontecer
Não queremos guerra, mas queremos um pouco de sossego
Não estamos aqui para enfrentar nenhum sem terra
Mas também queremos nossa casinha
De preferência com trabalho honesto
Este ano que esta para chegar, talvez tenhamos que lutar
Pois a inflação esta chegando com tudo
Não sabemos se vamos conseguir pagar nossas contas
Não sabemos se vamos continuar a ter nosso emprego
Ou talvez se teremos água para beber,
A vida esta tão louca, o dinheiro da corrupção compra muitas pessoas
Estou com certo medo do ano de 2015,
Mas espero que não aconteça nada
Para que possamos continuar nossa vida
Tentando sempre melhorar, e estudar nossos filhos
Poder andar nas ruas sem medo de morrer por umas moedas
Será que podemos ter esperança de um Brasil melhor?


domingo, 14 de dezembro de 2014

AMIGOS









Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações.
pois boas lembraças, são marcantes, e o que é
marcante nunca se esquece!Uma grande amizade
mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!
Desconhecido

livefyre

JOGUINHO DAS BOLINHAS

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