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Nó Cego e Bengala de Cego

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

VALE A PENA LER.....Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Esta é a Ana.

http://qga.com.br/comportamento/jovem/2013/09/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

domingo, 27 de outubro de 2013

BORBOLETAS



Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PROCURANDO VOCÊ

Estou na última estação.
Tenho viajado e te procurado em vão.
Esta é a parada das neves, de tanto frio que sinto,
Porque as de calor abrasador ficaram prá trás, não minto.
A minha persistência está finda.
Percorri grandes distâncias para te ver,
Mas estás escondida na casa da dinda,
Onde fui barrado, ficando como última alternativa, ceder.
Já fui poderoso e competente,
Hoje, estou dominado pelo cansaço.
A capacidade ficou muito doente,
E o que era infalível virou cinzas do fogacho.
O extintor de exuberância lançou-me seu gás,
Com isso se apagou a chama da esperança.
Pertenço, agora, ao time que nada faz,
E para completar os fios do cabelo já não fazem mais trança.
Essa árvore, outrora frondosa,
Tem somente galhos finos e podres.
Folhas, flores e frutos ficaram órfãos da mãe poderosa,
Restando, agora, secos e vazios odres.
  Acyr Gomes

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

QUERER E PODER




Quero ter um coração largo e aconchegante,
Sem blindagem para o amor vou caminhando,
Não havendo nenhum freio para ficante,
E exageros de carinho vou alinhando.
Mergulho de cabeça de apaixonado,
E nesta água azul de céu de anil,
Viro um peixe num perfeito nado,
Com a vontade de um ser juvenil.
Quero dançar a lambada do amor,
Fazer a seresta das noites sem fim,
Tudo isto regado com muito calor
Recebendo dela o tão ansioso sim.
Ao dobrarem os sinos do entardecer,
Com os pardais aos seus ninhos voltando,
Recebo o ardor de seus braços de benquerer
Onde passaremos a noite sonhando.
Acyr Gomes

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DIÁLOGO DIFÍCIL



A franqueza deve ser usada por todos nós.
A linguagem franca deve ser a meta,
Sem a ostentação, porque existe, tenta-se os prós.,
Para que não haja um mal entendido nessa reta.
Quando é face a face torna-se mais difícil,
Nem todos aceitam e apontam a porta da saída.
A cegueira domina e tudo é sofrível.
É difícil para quem recebe, e a pessoa fica combalida.
Brilhante é àquela que sabe dar o recado,
Porque o oculto vem a ser mostrado.
Somar o sermão com humildade, que é rara,
Deixa indícios de arrogância que dificilmente sara.
Alguns tentam distorcer a luz mostrada,
Deturpam o significado do erro mostrado,
Tentam se desviar de alguma forma da estrada
E o problema continuará colado.
Outros tiram de letra e levam numa boa,
E sem rodeios procuram endireitar.
O preço é alto, mas o conselho soa,
E com isso retornará ao caminhar salutar.
  Acyr Gomes

domingo, 13 de outubro de 2013

Prazeres da "melhor idade"




A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.". Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os 60 anos e a morte.


Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.

Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais.
Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.

Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada! Estou voltando da farmácia!". E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

Primeiro, a aposentadoria é pouca e você tem que continuar a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te dê uns 60 anos.
Olha... a analise dele é rápida. Leva uns 20 metros e, quando pára, tem a discussão se você tem mais de 60 ou não.
No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo:
- " Sou deficiente".
O motorista me olhou de cima em baixo e perguntou:
- " Que deficiência você tem? "
- " Sou broxa! "
Ele deu uma gargalhada e eu entrei.
Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo...
Eu disse bem baixinho para uma delas:
- " Uma mentirinha que me economizou R$ 3,00, não fica triste não"
Bem... fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol. Subi na pedra e pensei em cumprir a frase. Logicamente velho tem mais dificuldade. Querem saber?
Primeiro, tem sempre alguém que quer te ajudar a subir: " Dá a mão aqui, senhor!!! "
Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça.
Sentar na pedra e olhar a paisagem.
É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra, o que me faz ter que trocar de posição a toda hora.
Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.
Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz:
- "O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair."
Resmungo entre dentes: ... "só se cair em cima da sua mãe"... mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.
Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que vou descer, meus pés já estão doendo e o sol nada.
Vou pensando - enquanto desço e o sol não - " Volto de metrô é mais rápido.."
Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, e lá esta um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico de consegue saber a idade de todo mundo.
Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
- " O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem."
A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.
Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos...
Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega... Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam...
Desisti... lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava... Me senti o máximo. Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.
Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora...
Joguei um olhar 32 ( aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
- " O senhor não quer sentar? Me parece tão cansado? "

Melhor Idade???


RUY CASTRO

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