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Nó Cego e Bengala de Cego

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PERDOAR



Sempre invejei no bom sentido
Os que conseguem perdoar
Porque perdoar não é um ato
Que depende da vontade do querer
E não é fruto da razão
Racionalmente entendo que perdoar
Liberta o magoado ou ofendido
Faz mais bem a quem perdoa
Do que a quem quer ser perdoado
Mas infelizmente não depende da vontade
È todo um processo emocional.
E a maioria das vezes quem não perdoa
Não é porque não quer
Mas sim porque não consegue
Enfim , só perdoamos quando
A magoa sofrida cumpriu
seu périplo e se extingue.
Perdoar não implica em esquecer.
Feliz de quem já conseguiu perdoar.

 ps: texto inspirado em "AO PERDOARMOS"  de Luiz Alca de SantÁnna.

domingo, 23 de outubro de 2011

G I N A S T A S



Com graça, beleza e queixo empinado,
Elas pisam com a ponta de seus pequenos pés
O solo para mostrar seu reinado,
Sendo vigiadas pelas rivais, de viés.
Com desenvoltura e muita graciosidade
Fazem seus movimentos de pura magia,
Com alguns lentos e outros com velocidade
Deixando alguns, mais chegados, com taquicardia.
Com roupagens de rara beleza
E com seus cabelos em coques enfeitados,
Desfilam com movimentos de muita sutileza
Ante olhares pasmos e estatelados.
A bola parece estar colada na palma da mão,
Deixando todos os presentes sem fôlego.
Rolam, rodopiam e pulam parecendo um pião
Onde não há vez para o trôpego.
O sorriso franco e aberto não falta.
Os movimentos dos braços e mãos são constantes,
É como se estivéssemos sob a luz da ribalta,
Vendo verdadeiras ninfas tão deslumbrantes.
Somos despertados desse sonho belo e espetacular
Quando tudo pára ao terminar os movimentos.
Pudéssemos ficar olhando sem cessar
Curtindo as belas naqueles incríveis momentos.
Saindo orgulhosamente de cena,
Caminham levemente
Sobrando para nós, que pena,
As imagens que ficarão eternamente.

Acyr Gomes

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A U S Ê N C I A



A ausência da coragem é a moradia do medo
O ânimo se afasta em veloz corrida
E a bravura não fará morada tão cedo
Deixando no ser uma enorme ferida.
O auso ficará devendo sua presença.
A fidúcia não baterá o ponto
Faltando a tão necessária crença,
É como afastar o Zorro do Tonto.
Perdido e trôpego no andar
Seguirá tremendo como a verde vara
Onde seu destino parece afundar
E a impavidez será coisa rara.
O abominável homem das neves virá sorrindo.
A barba da coragem não crescerá
Tudo, tudo parece findo
Onde a chama da salvação não propagará.
Mas tendo fé o Salvador virá
E com sua voz parecendo mil trovões
Chegará e te erguerá
Bastando que cumpra fielmente seus sermões.
Cresça e apareça, diz o ditado
E para tanto ela tem que dar as caras,
Não poderá ficar na moita só deitada
E sim sair de tão fortes amarras.

Acyr Gomes

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MAS SERÁ QUE ME CURO?


volta e meia a gente precisa
precisa sim de um puxão de orelha
e não importa a idade ou a intenção
sempre cometemos nossos erros
que podem ser simples deslizes
e as vezes um " baita "escorregão
é como enfiar o pé na jaca
ou então chutar o pau da barraca
e a nossa sinceridade qdo dita
sou com atenuantes que a voz pode dar
mas qdo escrita elas se tornam duras
e sem intenção vc ofende e magoa
ultimamente acredito que ando errando a mão
será a idade?ou as circunstâncias do momento?
só pra vcs me entenderem
entrei em atrito com o meu irmão
que não gosta de emprestar seu carro
mas não titubeou em pedir uma caminhonete emprestada
e no meu modo de ver quem não gosta de emprestar
não deve usar desse expediente
porque pode ter que retribuir a gentileza
de outra vez foi com uma prima irmã
pra quem sempre emprestei tudo que me pedia
e sempre ajudei nas épocas magras da vida
mandei um recado dizendo
que teria que ficar dois meses sem andar
e como ela possui PC e notebook e o do Ric estava quebrado
solicitei que me cedesse o dela por um tempo
e o me magoou foi que nem uma resposta recebi
nem para saber o acidente ocorrido
e nem para inventar uma desculpa
sabe creio que estou sofrendo
uma crise de não- hipocresia
se tem curá eu não sei?
uma outra vez toquei na porta da vizinha
porque soube que passou mal durante a noite
e como mora sozinha ,chamou um táxi , f
oi para o PS e ficou internada
qdo voltou fui perguntar como estava
e não tive dedos fui logo dizendo
nós não somos amigas somos apenas vizinhas
mas vamos combinar então
se eu passar mal peço socorro pra vc
e o mesmo se ocorrer com vc
mas pergunto eu agora,
era necessário dizer que não a considerava amiga
e nesse surto de sinceridade
creio que andei magoando pessoas
frequentadores do echo e do nosso blog
e aos atingidos espero que entendam
e não me levem tão a sério
e as palavras que parecem duras
leiam, com a intonação
de uma meiga e doce velhinha.
Mas será que eu me curo?

domingo, 16 de outubro de 2011

ENTRANDO NUMA FRIA


O erudito em mentiras entrou numa fria.

O gênio no calcular vai rebolar.

O analfabeto do NÓS tá na maior caloria,

Pois irá se defrontar com a justiça do lar.

O fazedor de bonecos se escafedeu,

E até a sua matriarca Gema, virou um mísero omelete.

Se considerava intangível das suas "pegadas", mas desfaleceu,

Onde seu mundo de fantasias virou um pequeno tablete.

Vestiu-se de ovelha, mas deixou as unhas de fora

E querendo dar uma de garanhão

Comeu. mas a comida tá dizendo: "Bora,

Tens que pagar pensão pelo ato da fornicação".

Caíu no laço da trambiqueira

Dando a maior bobeira.

Agora, é arcar com o prejuizo

E ter que acertar as contas em juizo.

Literalmente pagou o pato.

Deixou-se embalar pelo canto da sereia

E está desmoronando igual castelo de areia.

Recentemente tá querendo tirar o coelho da cartola,

Mas, surpresa!!! Sairá dali um par de algemas

Que se fechará nas asas desse pato boiola.

Dando fim aos seus estratagemas.

Da escalada desse ser tão desprezível

Só restará para seu mundo cão,

Lembranças de uma vida cruel e terrível

Penetrandp-lhe como um destruidor arpão.

Acyr Gomes

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sozinhos.....




Amigo, hoje eu tive a consciência que ;
Quanto mais o tempo passa, mais ficamos sós;
Não tem filho, nem amigo, não tem mãe e nem pai;
Vamos a passos largos para o final sozinhos
E como é duro aceitar ir aos poucos bem devagarzinho
Ver chegando nosso fim, assim como chegamos a este mundo;
Toda a luta todo o amor, sei lá tudo, parece que foi meio em vão
Talvez não vamos ver nesta dimensão nossos esforços
E não é só comigo que isto acontece;
Tenho a nítida impressão que todos acabam assim
Uns mais sozinhos que outros talvez
Mas sempre a solidão vai nos acompanhar até nosso fim
Hoje me senti assim só diante de tantos, e fiquei com medo do futuro
Fiquei com medo de acabar sozinha, abandonada, será isto normal ?
Com toda nossa experiência e sabedoria, de que adianta tudo isto
Se na hora que mais vamos precisar estaremos sozinhos

livefyre