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Nó Cego e Bengala de Cego

domingo, 1 de julho de 2012

LUZ E TREVAS


O silêncio incomoda muito mais numa noite fria.
Aprisionar a língua é não divulgar pensamentos,
E a solidão martela como a goteira na vazia pia,
Deixando só dor e ferimentos.
Raramente o pio da coruja se escuta,
É o lamento da ave solitária
Que algum par procura na imensidão da escura gruta
Para servir de alma gêmea solidária.
O vagalume num pisca pisca incessante,
Voa na negritude dando seu recado,
E com seu Código Morse amarelo/verdejante,
Segue seu destino por Ele traçado.
A ausência da luz ante a folga do Astro Rei,
Faz aparecer o manto da escuridão,
Onde até as sobras desistem de dar o seu ok
Fazendo com que as plantas se pareçam assombração.
Mas a volta do brilho real, tudo irá se clarear,
Todos voltarão a sorrir
Onde as matizes tornarão a se mostrar
E nesse caminho de luz poderemos seguir.
Acyr Gomes

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