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Nó Cego e Bengala de Cego

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DIFERENÇAS





Barão de Juparanã é uma cidade do interior do Rio de Janeiro.
Cidade pequena, mas ordeira
e em tempos atrás, tinha jardim e até jardineiro
cuidando de cravo e roseira.
Uma dia, em cada mês,
aparecia um casal que morava na roça,
fazendo suas comprinhas com muita timidez
para estocar na sua palhoça.
A senhora, mais idosa, ia na frente
e o rapaz seguindo-a, sempre atrás.
O medo dele se perder era evidente
e ela sabendo disso nem olhava prá trás.
Ficamos na pergunta: Se ela morrer,
como o rapaz irá fazer?
Como conseguirá se locomover
nesta vida cheia de armadilhas...como irá sobreviver?
Saindo, agora da roça, chegamos à cidade
em que conhecemos um certo par.
Ela cheia de luz, esbanja autenticidade.
Ele, menos jovem e sem parar,
tenta segui-la, mas sem àquela humildade.
Ela ultrapassa fronteiras com muita luta e honradez.
Ele, tudo faz para imitar seus passos, um perfeito enganador.
Ela trabalha com muita altivez,
enquanto o enganador diz querer estudar prá ser ator.
Ir à Rede TV era, para ele, patético.
Mas ela foi e ao comparecer aumentou a audiência.
O quadro da escolha do namo foi poético
causando no seguidor maledicência.
A inveja continuará e o pato tentará aparecer.
Mas ela dirá, porque é dessas, tô ca....do.
O seguidor/pato tentará se estabelecer
e à frente do cenoura continuará coisando
fazendo, com isto, sua ficante enlouquecer.

Acyr Gomes

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